O poder da hipnose: o caso de Breno

O poder da hipnose

Este é o caso do Breno (personagem que agrega inúmeras conversas que tive com clientes, homens e mulheres, em meu consultório) que sofria com ansiedade e achava que iria morrer com a “previsão” de um hipnotista.

Não, hipnose não é poder

Batman fazendo sinal de não com a mão, porque hipnose não é poder.

Breno, cliente de 22 anos, senta em meu consultório com uma expressão pesada. Claramente assustado com alguma coisa.

– Como posso ajudá-lo, Breno? – Perguntei a ele.

– Primeiramente, me desculpa a confusão com sua secretária. Eu estava tão ansioso que a deixei confusa. – Respondeu Breno, sorrindo pois lembrou que conversou com minha secretária achando que era eu.

– Ah, sem problemas! Isso já aconteceu várias vezes. Bem, o que lhe traz aqui hoje?

– Então, eu já fui em vários profissionais, psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, centros de umbanda, hipnotistas diversos, sendo que no último hipnotista, ele me assustou com uma visão.

– Visão?! Do que você está falando?

– Bem, o hipnotista me levou para uma vida passada e concluiu que, nessa vida, eu tenho mais três anos apenas.

– Mas com que base ele disse isso? 

– Não sei. Ele apenas disse que viu isso em hipnose comigo. Por isso estou aqui, pois a ansiedade que eu sentia, que já era muita, agora está realmente me matando.

Neste ponto ficou claro para mim que o “hipnotista” anterior apenas sobrepôs sua própria crença religiosa no coitado do Breno, algo que infelizmente é bastante comum.

Terapeutas e suas igrejinhas

Mulher apontando um lápis para um quadro branco, onde diz que órgão X é igual a um problema X, o que é crença de terapeuta.

E não estou apenas falando de crenças religiosas não. Estou falando também das crenças “terapêuticas”, como daquela galera que acha que todo órgão representa um problema X, ou que o problema da pessoa agora veio por um complexo de édipo ou que, inclusive, o problema está na infância.

Obviamente que todos nós terapeutas temos nossas “crenças” – por mais científicas que sejam – mas jogá-las no cliente ou convencê-los disso, nada mais é do que o velho processo que as antigas religiões usavam para doutrinar novas pessoas.

Enfim, voltando ao Breno, depois que ele ficou mais calmo, sabendo que esta coisa de “adivinhar” ou “vida passada”  pela hipnose nada mais era que uma crença da pessoa, e não necessariamente algo real, perguntei-lhe:

– Breno, diz pra mim, como é esta ansiedade que você diz ter?

– Cara, eu não sei explicar. É como uma mão que me aperta no pescoço, dia e noite, sem parar. Mesmo tomando remédios pesados, essa mão não me abandona, há pelo menos, dez anos.

– Começou cedo então?

– Sim, quando era criança, mas não lembro o que gerou isso. Só sei que sinto isso. 

– E onde isso te atrapalha?

– Principalmente para conversar com desconhecidos e chegar nas meninas. Minha namorada atual é muito compreensiva, mas para chegar nela, eu quase morri. – Breno dá uma gargalhada aqui.

– Breno, se você resumisse tudo isso em uma palavra, que não fosse a Ansiedade, como chamaria? 

– Eu acho que chamaria de angústia. – Aqui, Breno fica até com a face corada.

Normalmente, por causa do Google e da massificação do termo “ansiedade”, as pessoas passaram a associar qualquer coisa a este nome e, ao final, já não sabem mais identificar o que realmente está por trás do sofrimento.

Tão logo começou o processo de terapia (como ensino em minhas formações de Terapia Breve Método Kraisch®), espontaneamente Breno regride (falarei mais sobre isso em outros momentos, ok?) há um momento em que, no ventre materno, ele está enrolado no cordão umbilical e sente que está morrendo. 

Todo o processo terapêutico, envolvendo várias Partes do Ego e um massivo processo de Reeducação, leva em torno de 50 minutos. Ao final, Breno parece, literalmente, que renasceu.

Meses depois, quando falo com ele em sua sessão de retorno, não há mais aquele medo da morte e, principalmente, sumiu aquela tensão ao conhecer alguém. Até sua namorada quis fazer a terapia, para saber como é possível mudar alguém assim, tão rapidamente.

Reflexão

Este é o resumo da terapia do Breno. Os detalhes mais pessoais obtidos na terapia, obviamente, não serão colocados aqui.

Convido você, agora, a refletir: de que maneira nosso sistema nervoso é capaz de gerar todo um processo de sobrevivência, mantendo-nos “presos” a algo que aparentemente deu certo no passado?

Afinal, se estamos vivos hoje, é porque aquilo que foi feito deu certo, não é?

E, principalmente: o quanto você tem fugido dessas sensações estranhas de angústia, dentro de você?

Além dessa história, você pode ler muitas outras! Clique no botão abaixo e descubra mais histórias do meu consultório!

Compartilhe

Share on twitter
Share on facebook
Share on email
Share on linkedin
Share on tumblr
Share on whatsapp

TALVEZ VOCÊ TAMBÉM GOSTE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *