O autoconhecimento pode ajudar nos relacionamentos amorosos? – Parte 3

Continuando a jornada da Giulia, nossa aluna da Formação em Terapia de Reintegração Implícita (T.R.I.).

Hoje você descobrirá o que é que mantinha a Giulia presa a um sofrimento sem sentido.

Se você não leu o post anterior, não se preocupe! Basta acessar o conteúdo clicando neste link.

Meu pecado favorito

Giulia veio para a Formação querendo salvar a si mesma, justificando para si e para todos que queria “salvar o mundo”.

Na verdade, é muito mais fácil assumir um papel de super-herói que quer salvar o mundo, do que ver-se como um ser humano comum com problemas e sofrimentos.

E Giulia, por mais querida e inteligente que fosse, caiu na mesma tentação.

Não é à toa que John Milton, o “diabo” no filme Advogado do Diabo, fala que “vaidade é o meu pecado favorito”, pois é justamente a dificuldade em olhar para nosso próprio umbigo que faz com que cavemos nossa própria cova.

Uma bela cova

Claro que essa “vaidade” não era culpa da Giulia, muito menos exclusividade dela. Pelo contrário, faz parte do ser humano querer ser amado e visto como especial.

Afinal, precisamos acreditar naquela pessoa que aparece nos espelhos todos os dias, pensando que ela fará melhor do que ontem, que é uma boa pessoa que sofreu injustiças, que todos a amam e que ela merece os céus.

A vida com certeza seria uma [email protected] se não tivéssemos “quase certeza” de que somos bons e dignos o suficientes para sermos amados e entrarmos nos céus.

Pensar que somos melhores que os outros é algo inato a todos nós, o que nos motiva a continuar trabalhando e crescendo.

E para Giulia, esse sentimento vinha com a ideia de que não importasse os sofrimentos, ela agora teria superado a todos, pois teria um “diploma de terapeuta”.

Mas, força de vontade, é uma ilusão muito palatável, que agrada a todos, mas que ajuda a poucos.

Uma ilusão muito doce

Está impregnado em nossa cultura a crença (ou ilusão?) de que “basta ter força de vontade e tudo acontece” – ou algo desse gênero.

Hummm.

Parece ser muito bonito, né?

Mas pense por um instante: será que todas as crianças que estão na África, morrendo de fome, não estão desejando comida o suficiente?

Será que todos que estão ali nas ruas mendigando e dormindo ao relento, é porque não têm “força de vontade” o suficiente?

Pois é, eu acredito que você deve ter percebido o quanto isso não faz sentido algum.

E Giulia também foi enganada: acreditava que por “ser forte”, todo o sofrimento que presenciou na infância sumiria como mágica e ela estaria feliz.

Mas a dor sempre grita mais

E, no meio de uma das demonstrações, eis que a dor de Giulia “eclode”. Anos de sorriso forçado não foram suficientes para segurar – pelo menos não mais – aquelas emoções escondidas na garganta.

Em meio a uma das dinâmicas feitas em sala de aula, ela começa a perceber que passou anos culpando sua mãe, culpando seu pai, refugiando-se na ideia de que era uma vítima suja, pois ao mesmo tempo que sofria, repassava aos outros sua dor. 

E ela não queria mais assumir esse papel de vítima.

Para o próximo post

No próximo post, você verá comigo o que aconteceu na terapia feita em sala de aula, com a Giulia, e de que maneira a vida dela foi transformada após esta experiência.

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Uma resposta

  1. Obrigado Rafael, interessante conhecer história da Giulia, o autoconhecimento parece algo difícil de alcançar, mas não desistimos dele

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