Como se livrar da dependência emocional?

Para explicar um pouco mais sobre este assunto, gostaria de contar uma breve história que aconteceu comigo:

Era inverno, há alguns anos, quando estava indo pela primeira vez a Alemanha. Eu tinha que estar em uma determinada plataforma para pegar o trem, mas não tinha a mínima ideia do que e como fazer.

Meio que por impulso, peguei a primeira pessoa que estava a minha frente e, em um inglês rudimentar, tentei explicar o que estava acontecendo pedindo ajuda.

Calmamente, a moça abordada, usando uma roupa completamente preta e maquiagem pesada, percebeu minha ansiedade e disse que sabia falar inglês e conseguia me entender.

– Ufa! Pensei que ficaria preso aqui! – Falei naquele inglês atropelado que a gente aprende no ensino médio.

Ela deu uma risada gostosa e apontou a direção, dizendo que me acompanharia até lá, pois ainda tinha um bom tempo até seu próprio trem chegar e ela gostaria de treinar seu inglês comigo. Obviamente que eu adorei e aceitei a ideia.

Rapidamente descobri que ela era caloura em uma universidade local e que estava superanimada para iniciar seu trabalho no próximo verão, porém, uma frase dela me chamou demais a atenção:

– Acho que o trabalho me ajudará a clarear a cabeça.

E na continuação, ela confessa que na faculdade se apaixonou por um carinha, um ano mais novo, mas que foi sacana o suficiente para enrolá-la até que finalmente confessou ter outra namorada em outra cidade.

Inicialmente ela ficou absurdamente triste e até violenta, mas a paixão por ele era tão forte que se resignou e “aceitou” ser uma das duas mulheres naquele triângulo amoroso.

Ela lamentou: “Eu ficaria tão feliz se ele pudesse ser apenas meu!” Irritado eu me virei e disse: “Por que diabos você está dando a ele esse poder? Você lhe exige algo sem que ele esteja disposto, e sofre por uma decisão dele. Quando será a SUA decisão?”

Ela ficou surpresa, pois não esperava que um recém conhecido pudesse se meter em sua vida, mas, foi ela que deu abertura.

Uma breve orientação

Como ela estava perplexa com o que falei, ofereci uma pequena pausa tomando um café expresso. Já estávamos na minha plataforma e o trem ainda levaria meia hora para chegar – e eles são muito pontuais quanto a isso.

Disse-lhe: “Olha, muitas vezes damos aos outros o poder de nos fazer felizes ou tristes. Como terapeuta eu já assisti isso milhares de vezes em meu consultório de Terapia de Reintegração Implícita, lá no Brasil”.

Percebi que o olho dela já estava lacrimejando e perguntando se eu poderia dar algumas instruções, ela disse que estava tudo bem e adoraria ouvir o que a minha experiência poderia orientar.

Então continuei ajudando-a a compreender que a maioria de nós fundamentalmente entende mal a independência emocional. Achamos que significa não precisar de ninguém ou ficar sozinho.

A independência emocional nada mais é do que o poder de fazer escolhas, e a integridade para alinhar essas escolhas com nossas necessidades.

Podemos escolher a paz e a simplicidade da solidão ou podemos abraçar a emoção da intimidade e a complexidade do companheirismo de longo prazo.

De qualquer forma, devemos entender que essas são escolhas que fazemos, não escolhas que foram feitas para nós.

Dependência emocional e T.R.I.

A Terapia de Reintegração Implícita (T.R.I.) entende que todos nós somos mamíferos sociais que fazem de tudo para serem aceitos por alguém.

Porém, quando desde cedo aprendemos que nossa “solidão” é um castigo ou uma deficiência passamos a nos comportar de modo estranho em nossos relacionamentos, seja com um ciúme excessivo, medo da perda, necessidade de controle ou simplesmente passamos a evitar qualquer tipo de relacionamento para “não sofrer”.

Em uma sessão de Terapia de Reintegração Implícita o foco não é simplesmente dizer o que o cliente deve fazer ou não, mas ajudá-lo a tratar suas próprias questões emocionais que, aparentemente, estão em conflito com sua atual necessidade.

Mas como não era o caso, afinal, estava em uma plataforma esperando um trem com uma completa desconhecida, procurei ajudá-la de maneira simples, ensinando sobre AS CINCO CHAVES PARA SUPERAR A DEPENDÊNCIA EMOCIONAL.

As cinco chaves para superar a dependência emocional

1. Você é responsável por suas próprias emoções.

Isso significa que você – e não as palavras, ações, crenças ou a falta delas de outra pessoa – é responsável por como você se sente em um determinado momento.

Uma pessoa pode dizer ou fazer algo ofensivo, seu parceiro pode trair você ou falar mal de você para um amigo, mas os sentimentos de mágoa, decepção, raiva e qualquer outra coisa que constituem sua reação – eles se originam, existem e pertencem a você.

Pense em como você cuida de uma casa ou carro que possui, em oposição a um que você aluga, e aplique essa mudança de atitude aos seus sentimentos.

Você começará a cuidar de si mesmo – e dos outros – de forma diferente.

2. Você é responsável por administrar suas próprias emoções.

Isso soa tão parecido com o primeiro ponto. Mas a distinção é crucial.

Como as emoções que você sente se originam em você, cabe a você lidar com elas e formular uma resposta madura, saudável e eficaz – em vez de simplesmente entrar em um looping de sofrimento.

Além disso, se você experimenta constantemente emoções doentias que influenciam suas ações, cabe somente a você gerenciar seus humores para minimizar seu impacto destrutivo sobre as pessoas que ama.

Abusadores são pessoas que não têm controle emocional e não possuem a necessidade de obter ajuda. Em vez disso, eles dizem que seus parceiros os obrigaram a fazer isso.

3. Você nunca é responsável pelas emoções de outra pessoa ou por administrar o seu humor.

Este é o outro lado lógico dos pontos 1. e 2. Isso não o impede de ser solidário, empático e compassivo quando alguém de quem você gosta está sofrendo.

Você pode ministrar a pessoas aflitas, tentar aliviar sua dor e ajudá-las a se curar. Mas, em última análise, qualquer tratamento que você aplique é tópico, apenas para uso externo; pode aliviar os sintomas, mas não cura a doença, e sua ajuda é um dom e não uma obrigação.

Mesmo que você ajude alguém a mudar a maneira como ele se sente em relação a algo, lembre-se de que você não mudou a pessoa – apenas lhe ajudou a aprender a mudar a si mesma.

A mudança real e duradoura só vem de dentro.

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