O autoconhecimento pode ajudar nos relacionamentos amorosos? – Parte 2

Continuando a jornada da Giulia, nossa aluna da Formação em Terapia de Reintegração Implícita (T.R.I.).

Hoje você conhecerá uma teoria muito interessante e que influencia a vida de muita gente.

Se você não leu o post anterior, não se preocupe! Basta acessar o conteúdo clicando neste link.

Quem é que bagunçou?!

Giulia veio para a Formação com a intenção de “salvar as pessoas”, mas na verdade ela estava apenas querendo salvar a si mesma, estando em um relacionamento a beira de um colapso.

Durante as aulas começou a perceber que para “salvar os outros” era necessário que ela mesma estivesse “salva” (palavras dela própria, e não do vocabulário da T.R.I.). 

No entanto, a Giulia já tinha feito muitas sessões de terapia com vários psicólogos e psicanalistas ao longo dos últimos anos, e basicamente o que ela aprendeu com todos estes profissionais é que “alguém bagunçou com ela”.

Mas será que somos apenas vítimas da vida?

Sobre o behaviorismo

O behaviorismo, que vem da palavra inglesa behavior ou “comportamento”, é uma linha da psicologia que estuda o comportamento humano de forma mais objetiva do que subjetiva, procurando explicar aspectos da personalidade humana de acordo com os fatores externos, como educação, família ou sociedade, tendo as principais ideias sistematizadas em 1913 por John Watson, no artigo Psicologia, como os behavioristas a veem.

John Watson acreditava que para a psicologia ser ciência deveria estudar exclusivamente os comportamentos humanos, já que estes fazem parte de uma realidade visível, excluindo-se aspectos subjetivos como pensamentos e o “mundo interno”, pois estes não são materiais ou palpáveis.

Em resumo, a ênfase das pesquisas behavioristas está nas respostas que o animal tem aos estímulos externos e de que maneira estes estímulos externos moldam seus comportamentos.

Muitas das pesquisas feitas pelos behavioristas são feitas em animais (como camundongos) e depois transpostas para o ser humano (nem sempre com o devido sucesso), e assim como treinamos um cachorro condicionando-o pela repetição, o ser humano também poderia ser condicionado e discorda da ideia de que a personalidade humana é formada a partir de fatores genéticos, químicos ou outros fatores semelhantes.

O behaviorismo radical

Uma das vertentes do Behaviorismo é chamada de “radical”, sendo criada em 1942 por Frederic Skinner, adicionando fortes elementos da filosofia e reconsiderando a existência de processos mentais invisíveis, como pensamentos, lembranças etc.

Sua tese principal é que o comportamento é moldado pela natureza exterior.

Assim, para o behaviorismo radical, nossos comportamentos são respostas aos estímulos que recebemos desde o nascimento, e para isso há um famoso experimento.

A caixa de Skinner

Skinner colocou um pequeno camundongo dentro de uma caixa fechada com alavancas que ao serem acionadas davam ao “sujeito” recompensas ou punições, moldando o camundongo de acordo com os resultados.

A partir destes achados Skinner fez um paralelo com a experiência humana, afirmando que o ser humano vive conforme as estruturas que encontra no mundo externo, indo em busca de benefícios que a sociedade disponibiliza – mas sem viver de acordo com sua própria vontade.

Claro que os homens têm um certo “poder de escolha”, mas usam este poder para obter recompensas que estão disponíveis no ambiente ou dados pelas outras pessoas. Quando nasce, toma o leite que a mãe dá e veste roupas criadas e dadas por outras pessoas.

E quando se torna adulto, faz somente o que lhe é permitido pela lei ou faz aquilo que já lhe foi ensinado.

Então, sou eu o problema?!

Com uma certa dificuldade Giulia, nossa heroína, começou a perceber que passou toda a sua vida como aquela ratinha da caixa do Skinner – acreditando que sempre alguém lhe daria algo, bastaria que ela se comportasse do jeito “certo” e que ao mesmo tempo fazia questão de botar a culpa dos seus problemas nos pais, na infância nos abusadores etc.

Só que aí surgia uma outra questão: se não era o papai, a mamãe ou a “vida passada”, quem é que resolveria os problemas dela? Ou pior: quem é que criou os problemas dela?

Eis que a Giulia percebeu que culpar o passado ou ficar fazendo terapia por anos para “encontrar as causas” não era, necessariamente, o melhor caminho para finalmente ficar em paz.

Ela tinha que assumir o peso da sua própria vida.

Mas como é que se faz isso?

Continua na próxima semana

Semana que vem postaremos a continuação desta história, onde você saberá como é que, durante uma intervenção terapêutica em sala de aula, ela conseguiu compreender o que é que a mantinha presa a sua dor por tanto tempo.

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