A história da hipnose ao longo dos anos

Você sabia que a história da hipnose remete a uma técnica terapêutica milenar?

Hoje, as terapias que utilizam essa técnica como ferramenta, são consideradas uma das formas mais eficientes de restabelecer a saúde emocional para viver uma vida equilibrada.

Ao contrário de algumas terapias que podem levar anos para apresentar resultado, a grande maioria dos tratamentos com hipnose depende de poucas sessões para o paciente comprovar as melhorias.

A terapia é ideal para tratar mazelas como depressão, ansiedade, fobias, vícios, tiques, obesidade e dificuldades de aprendizagem. A história da hipnose tem origem há milhares de anos.

Neste artigo, vamos conhecer os caminhos e motivos que levaram as primeiras civilizações a estabelecer uma comunicação direta com o subconsciente e reverter padrões limitantes..

História da hipnose nas primeiras culturas

Há muito tempo, no Egito Antigo, por volta de 1500 A.C. , sacerdotes recorriam a procedimentos hipnóticos para a cura de doenças e dores.

Embora na época ainda não se chamasse hipnose, ou existisse algum termo técnico para definir tais procedimentos, houve registros que relatavam o alívio a pessoas enfermas.

Na Grécia Antiga, o diagnóstico e a cura dos doentes ocorria por meio de técnicas de relaxamento do corpo. A esse estado onírico, os gregos dos templos de Asclépia chamavam de sono divino.

As imagens que surgiam no estado de semiconsciência, entre a vigília e o sono, sugeriam a cura para determinados males que o paciente estivesse enfrentando.

A partir daí, sábios e filósofos desse período acreditavam que a imaginação tinha poderes de cura.

A história da hipnose, na antiguidade, tinha um quê de mistério e misticismo. Isso só passou a ser desmistificado a partir do século 18, com as primeiras experimentações científicas.

História da hipnose com a ciência

O médico austríaco Franz Anton Mesmer (1734-1815), chamado de “pai da hipnose”, acreditava que astros e corpos são interligados por um fluido magnético.

Após  várias experiências com ímãs, percebeu que o próprio ser humano possuía um magnetismo próprio. Então, dispensou o uso de ímãs para privilegiar o poder do organismo.

O procedimento era usado para curar dores e anestesiar corpos em cirurgias.

Em homenagem ao próprio médico, foi batizado de Mesmerismo. Os pacientes entravam em transe hipnótico, e tal método reunia falhas e sucessos.

A repercussão desse trabalho obrigou a Comissão da Sociedade Real de Medicina e da Academia de Ciências, em 1784, a estudar o fenômeno.

Os mais renomados médicos e cientistas fizeram experiências e concluíram que não existia magnetismo humano. Todo o processo de cura era fruto da imaginação.

Apesar de ter caído em descrédito, o trabalho de Mesmer inspirou outros médicos. Entre eles, o escocês James Braid, considerado o iniciador da Hipnose Científica, que atuou no século 19.

Braid classificou a hipnose como se fosse o “sono do sistema nervoso”. Essa constatação deu origem ao termo usado hoje, “hipnose”.

Mais tarde, o próprio médico descobriu que estava equivocado, pois é no estado hipnótico que o sistema nervoso mais trabalha nos sentidos psíquico e mental.

De fato, não há relação entre o estado de sono e aquele encontrado na hipnose.

Braid utilizou da hipnose para manter seus pacientes anestesiados durante cirurgias e ensinou a alguns como se auto-hipnotizar.

As Escolas de Charcot e de Nancy

A hipnose continuou a ser estudada, embora seus fenômenos muitas vezes fossem mal interpretados.

Na verdade, a terapia que utiliza a hipnose como ferramenta, gera opiniões controversas entre a comunidade médica e descrença por parte da sociedade graças aos muitos mitos que a hipnose possui.

São verdadeiros clichês que impedem as pessoas de alcançarem uma vida plena por desconsiderarem o verdadeiro valor terapêutico da técnica.

Leia sobre os “8 grandes mitos da hipnose que você ainda acredita” aqui. 

Na França, duas escolas seguiam linhas distintas sobre a hipnose. A escola de Salpêtrière, liderada por Jean-Martin Charcot (1835-1893) e a escola de Nancy, comandada por Auguste A. Liebeault (1823-1904) e Hipolyte Bernheim (1840-19191).

A escola de Charcot relacionava a hipnose a comportamentos histéricos. 

Por sua vez, a escola de Liebeault e Bernheim retomou o ponto de vista de Braid, defendendo a hipnose como um estado de consciência natural do ser humano.

De acordo com os estudos da dupla, a indução hipnótica ocorria por sugestão das imagens. Braid já tinha descoberto, porém, relacionava ao uso de magnetismo.

Hipnose no Brasil

Apesar de bastante antiga no mundo, a história da hipnose no Brasil é recente.

Desde o ano 2000, foi aprovado e regulamentado o uso de hipnose como “recurso auxiliar do psicólogo” pelo Conselho Federal de Psicologia – CFP.

No entanto, a formação em terapia não está restrita a psicólogos e psiquiatras. Médicos, pedagogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas holísticos e muitos outros profissionais podem se formar em terapias que utilizam essa técnica.

Diversas dessas categorias contam com artigos em seus códigos de ética que instruem seu uso.

Além da finalidade terapêutica, também é útil para pesquisa e ciência.

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